NOSTRADAMVS

O Português

Quem tem olhos para ver Verá!

Disposição Geométrica dos Versos nas Profecias de Nostradamus

As Profecias de Nostradamus estão divididas em 10 Centúrias. Cada centúria tem 100 quadras, e cada quadra quatro versos.

 

Todas as quadras estão numeradas, exceto a  centésima quadra da sexta centúria que foi escrita em LATIM com o propósito de destacá-la.

 

Em Latim

Legis Cantio Contra Ineptos Críticos

 

Quos legent hosce versus maturè censunto,

Profanum vulgus & inscium ne attrectato:

Omnesq; Astrologi Blenni, Barbari procul sunto,

Qui alter facit, is ritè, sacer esto.

 

Em Português

Conselho Contra Ineptos Críticos

 

Possam todos os que estes versos lêem concentrarem-se profundamente,

Deixando de fora os ignorantes e profanos:

Que se mantenham a distância todos os astrólogos, idiotas e bárbaros,

Aquele que agir de outro modo seja o sacerdote deste ritual.

 

As quatro frases (versos) têm sua fonte diferenciada do título numérico em algarismos romanos.

Neste caso, o Título não é numérico, e sim uma frase.

Se a quadra anterior é a de no. 99 (CXIX), presume-se que esta seja a de no. 100 (C).

 

Nota-se que é a única quadra em Latim.

Afinal temos uma Quina e não uma Quadra.

 

Se observarmos com atenção, o autor induz que as quadras podem não ser quadras e sim quinas, com cinco versos.

 

Essa quadra não tem a numeração em Algarismo romano, ou a própria numeração de todas as quadras também deveria ser considerada uma frase “verso”, mesmo sendo só número. Aí, tudo tornaria se Quina e não Quadra?

 

Essas são algumas indagações que o autor deixa propositalmente e, ao mesmo tempo, põe uma espécie de marco neste local.

 

A quadra final da Centúria VI é a de número 600 em quadras desde o início do livro. Devemos fixar isso em nossa mente, para a computação que realizaremos posteriormente.

 

Se for um marco (um ponto), então devemos interpretar numericamente e/ou geometricamente.

 

Estas são as elucidações que me levaram a pesquisar toda a obra de Nostradamus de forma geométrica / numérica.

 

Se tivermos números, devemos computá-los, recomendações de “O Português”.

 

A Centúria sete é incompleta, tem somente 42 quadras. Mesmo assim, percebemos que o autor induz à interpretação de que a numeração deva seguir em cem, atingindo as 10 Centúrias. Logo, supõe que é intencional, contar em cem mesmo que tal centúria seja incompleta.

 

Conseqüentemente, as quadras ocultas da centúria sete são proibidas ao público. Por isso não foram apresentadas.

 

A demonstração de todo o livro é computar 4.000 versos. Dividindo-se na quantidade de quatro, chega-se em 1.000 quadras, que na seqüência divide-se em 100 e conclui-se em 10 centúrias.  10 x 100 x 4 = 4.000 versos.

 

Veja a página número 86 do original de 1568 Bernoist RIGAUD. Com meus comentários.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avaliando a necessidade de numerar as Quadras. (e porque numera-las?).

 

a) Primeira hipótese é numerar as quadras com o objetivo de evitar que outros, não o Autor, venham a apagá-las, inserir ou mesmo alterá-las.

b) Segunda hipótese, numerar as quadras colocando em uma ordem e em seqüência uma após a outra com objetivos de que cada não seja classificada antes da seguinte, e que tenha uma organização numérica possibilitando a computação delas.

 

Se a hipótese (a) fosse a mais correta, o autor queria que as palavras fossem mantidas pela importância das profecias e o que elas representam. Então o autor poderia aumentar a numeração abrangendo até os versos e as palavras, e isto não o fez. Portanto, não foi esta a intenção. Hipótese duvidosa.

 

Na hipótese (b), a interpretação e a importância das quadras é considerada para quem quer melhor entendê-las. Exemplo, a de número “1” deve ter sua importância na seqüência de leitura diferente da seguinte, número “2”. E possibilitando comparações numéricas entre elas (medições). Essa hipótese pode ser a melhor desde que se encontre algo que comprove o posicionamento proposital para cálculos, e é isso o que eu vou demonstrar.

 

Porém, por que as quadras são quatro versos e não em cinco ou mesmo em 10 versos, ou numeração sem quadras, cada verso com seu próprio numero?

A numeração em si tem suas finalidades, e isto é o que o autor pretendia.

 

Pois bem, agora entramos com nossa primeira avaliação sobre essa disposição numérica.

 

Inicialmente, devemos numerar todos os versos para depois começar comparação entre si. (atenção, são duas formas de numerar cada verso)

 

Exemplo, até a segunda quadra tem um total de oito versos, normalmente entendemos em grupos de quatro, com reinício em cada quadra.

Quadra número 1

Verso 1

Verso 2

Verso 3

Verso 4

Quadra número 2, contagem reiniciada

Verso 1

Verso 2

Verso 3

Verso 4

 

Vamos numerar seguindo além do número quatro, ultrapassando-o para cinco, seis, sete, etc.

Quadra número 1

Verso 1

Verso 2

Verso 3

Verso 4

Quadra número 2, contagem seqüencial

Verso 5

Verso 6

Verso 7

Verso 8

 

Para melhor visualização da ordem, coloquemos os números das quadras conforme o titular original em algarismo Romano e numerando os versos sem os textos. Exemplo, até a quadra seis, VI, ficaria assim:

 

         I            II           III         IV         V          VI

 

         01         05         09         13         17         21

         02         06         10         14         18         22

         03         07         11         15         19         23

         04         08         12         16         20         24

 

Veja que os leitores são induzidos pelo autor a ler os versos nesta ordem.

Lendo-se 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, etc.…

 

Se o autor coloca números somente no título das quadras é porque quer induzir os leitores a computá-los, podemos ler em ordem normalmente seqüencial, 01, 02, 03, 04, 05.

Ou em outra ordem que obedeça algum critério intencional, exemplo:

Leia-se verso 01 depois o 05 e depois o 09 e assim sucessivamente lendo numa seqüência horizontal: 1, 5, 9, 13, 17, 21, 25.

Profecias e porque são ocultas - Demonstra que as profecias devem ser ocultadas ao leitor comum. Levando-se isso em consideração, o autor provavelmente tem os versos todos em ordem compreensível, não podendo apresentar ao público comum, colocando-os em ordem diferente com algum tipo de seqüência que só os permitidos possam ler. Essa ordem pode ser fórmulas aplicadas na seqüência dos versos quando numeramos conforme mostrado anteriormente. E o público comum não consegue ler claramente as profecias na ordem crescente normal 1, 2, 3, 4.

 

Na medida em que colocamos uma seqüência ou fórmula para ler os versos, os próprios dizeres dos versos devem confirmar a seqüência, senão contraria a lógica do texto, não conferindo o propósito do autor.

Isso deve ser considerado para que não se siga qualquer seqüência sem confirmações.

 

Em outras palavras, é entrar no ocultismo dos versos. O autor vai colocando confirmações para os leitores admissíveis, e vai desclassificando os leitores não admissíveis, expulsando-os conforme seus interesses pessoais não aceitáveis ao ocultismo.